Incêndio em fábrica de fantasias do rio deixa 21 feridos e prejudica Carnaval

Da Redação
Um incêndio de grandes proporções destruiu a fábrica Maximus Confecções, localizada em Ramos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (12). O desastre deixou 21 pessoas feridas, sendo que 10 precisaram ser hospitalizadas, com oito delas em estado grave devido à inalação de fumaça tóxica. O incidente provocou momentos de pânico, especialmente porque alguns funcionários estavam dormindo no momento do início do fogo, o que dificultou a evacuação.
Testemunhas relataram cenas dramáticas de funcionários tentando escapar pelas janelas do prédio enquanto o fogo consumia o local. Acredita-se que a rápida propagação do incêndio tenha sido exacerbada pela presença de materiais inflamáveis, como tecidos e espumas, amplamente utilizados na confecção de fantasias e outros produtos. A fábrica era responsável pela produção das fantasias para várias escolas de samba do Rio de Janeiro, como Império Serrano, Unidos da Ponte e Unidos de Bangu, o que também gerou impactos significativos para o carnaval carioca.
A reação das autoridades não demorou. O prefeito Eduardo Paes, que se manifestou sobre o ocorrido, afirmou nas redes sociais que, independentemente da situação, as escolas de samba não seriam rebaixadas no carnaval deste ano, com as agremiações afetadas desfilando hors concours, ou seja, fora de competição. “Já tomamos a decisão de que, independentemente de qualquer coisa, as escolas não serão rebaixadas no carnaval deste ano. Havendo possibilidade de desfilar, as três serão consideradas hors concours”, escreveu Paes, que também expressou preocupação com as vítimas e anunciou mobilização de equipes de assistência social para atender os trabalhadores da fábrica.
A Liga RJ, responsável pela organização da Série Ouro do Carnaval, também se pronunciou, destacando que sua prioridade seria o apoio às vítimas e que está trabalhando para garantir que os desfiles ocorram sem prejudicar as escolas afetadas. A Liga convocou uma Assembleia Geral Extraordinária com os presidentes das agremiações para discutir soluções.
Outro aspecto que chama atenção é que a Maximus Confecções operava sem o alvará do Corpo de Bombeiros, o que significa que o local não atendia aos requisitos mínimos de segurança, como sistemas de prevenção e combate a incêndios, saídas de emergência adequadas e sinalização apropriada. Essa falta de licença é considerada uma infração grave, colocando em risco não apenas a vida dos trabalhadores, mas também a integridade do patrimônio da empresa.
O incêndio destaca falhas na fiscalização das condições de segurança e trabalho nos locais de produção, um problema que recai sobre órgãos responsáveis como o Ministério do Trabalho e Emprego e o Corpo de Bombeiros.